Time do Botafogo joga melhor, mas, não consegue vencer a equipe do Vasco que se mostrou equilibrada, forte, experiente e acostumada a esses confrontos.
Esse Vasco é muito Cascudo, cinco disputas de pênaltis consecutivas e cinco vitórias.
Sendo que as duas últimas quartas de final – contra Athetico-PR e Botafogo - com 100% produtividade, ou seja, todos bateram e fizeram gols, isso não é sorte, é trabalho, precisão, técnica, concentração, treinamentos buscando a perfeição, show!
Excesso de favoritismo
Acho que o Botafogo, sobretudo Ancelotti filho, tinham certeza da classificação.
Se subestimaram o Vasco, não temos certeza, mas, que acabou atrapalhando a estratégia de jogo, isso tenho sim.
Estima-de que o Glorioso investiu cerca de 600mi em contrações nesta temporada, por outro lado, o rival apenas algo em torno de 70 mi - diferença aproximadamente 8,6x mais e não vimos na prática, no campo, essa superioridade.
Planejamento para 2025 precisa ser revisto com urgência para ficar pelo menos no G6 do Brasileiro e voltar à Libertadores próximo ano.
Antidinizismo
Olhando as estatísticas do jogo, certamente, os desentendidos irão pensar que o técnico não foi Diniz.
O Botafogo teve 22 chutes contra apenas 8 do Vasco, nove chutes a gol contra apenas cinco do rival, posse bola 57% Fogo contra 43% Vasco, Bota 494 passes contra 387 time da Colina, dez escanteios contra nenhum de São Januário.
Ou seja, todos estes indicadores de performance que normalmente Diniz sempre ganha, levou um baile de Ancelotti filho.
Diniz foi muito inteligente e humilde em perceber que o gramado sintético – e, excessivamente molhado antes do jogo – traria dificuldades ao time do Vasco.
Dessa forma, técnico vascaíno tentou quebrar a velocidade do rival, cadenciando o jogo, buscando proteger seu sistema defensivo dobrando as marcações pelas laterais, Nuno pela esquerda e Rayan pela direita, evitando os cruzamentos na área – jogada forte do Botafogo.
Diferentemente do normal, Diniz não cobrava da sua equipe ter a bola, nem também sair tocando da defesa ao ataque.
Assim, volta e meia o Vasco esticava um lançamento buscando seus atacantes na frente, quebrando a primeira linha botafoguense – fato que não é normal vê no estilo de jogo de Diniz – diminuindo riscos de perdas de bola na zaga.
Mas, Diniz, foi assertivo ao perceber que o cenário era outro, grama sintética, pressão do Glorioso, torcida rival em maioria, clima de decisão, jogo eliminatório, entre outros.
Assim, armou um Vasco forte, experiente, cascudo, e abriu mão das suas convicções de jogo bonito.
Classificação merecida – inclusive em São Janu, Vasco tinha sido melhor e o pênalti não marcado chegou a ser absurdo – embora, para alguns foi correta a não marcação - se é contra o Vasco, certamente, teriam marcado.
Destaques
Botafogo
M. Ponte, fez um bom jogo, rápido, jovem, forte, boa técnica, nota 6;
Barboza, tem uma presença de área incrível, por pouco não fez um gol de cabeça que poderia ter sido decisivo, nota 7;
M Freitas, tem muita qualidade, sutileza e joga de terno, nota 7;
S Rodriguez, criou alguns contra-ataques venenosos, rápido e inteligente, nota 6;
J. Correa, sofreu o pênalti, tumultuou a zaga rival, forte, rápido, nota 6
Vasco
Léo Jardim, o maior pegador de pênalti do Brasil, cinco disputas, sete pênaltis defendidos, errou ao fazer pênalti em Correa, mas, tem muita moral e se recuperou no final, nota 9;
PH, monstro, fez mais uma partida segura, driblou A Telles, foi na linha de fundo e deu passe para Coutinho (este chutou pra fora), podem dar a Amarelinha para ele, nota 8;
H Moura, homem de confiança de Diniz, improvisado na zaga está se virando, com a saída de Cocão, voltou para a volância, seguro, firme, nota 7;
L Freitas, difícil tirar a titularidade desse rapaz, vem jogando muito, deu um vacilo num chutão de Neto, ficou na dúvida, M Ponte chutou, mas Jardim pegou, nota 7;
Barros, outro que está jogando muito e será muito difícil sair desse time, jovem, vigor físico absurdo, um verdadeiro trator, marca super bem e arma também, nota 8;
Coutinho, falta de longa distância – muitos desanimaram - comentei com os colegas do lado, mas, nada é impossível quando se tem um dos maiores batedores de falta do mundo – pega na bola com muita facilidade, foi meio gol – em outro lance, fez uma bela jogada e tinha Rayan do lado (era só tocar, tentou o chute, bola subiu), nota 8;
Nuno, como esse rapaz é importante para a equipe, volta para marcar, dobrando a marcação com Piton e ataca com facilidade com muita técnica, o gol foi puro oportunismo de quem conhece o parceiro Coutinho, nota 9;
Rayan, outro que é muito importante no esquema de Diniz, volta para marcar, dobrando a marcação, protegendo PH, tem uma patada de esquerda que é surreal, fez uma excelente jogada pelo meio, driblou quatro rivais, mas chutou fraco (poderia ter tocado em Vegetti), nota 8;
R Renan, desfilou em campo, foram 15 min onde o Vasco dominou o rival, com a ida de Hugo para a volância, assumiu a zaga pela direita (mesmo sendo canhoto), deu aula, nota 8;
Puma, entrou no lugar de Piton, num foguete, porque praticamente no mesmo momento que Vitinho – lateral da seleção – também entrou e o rival cresceu muito por lá, mas, se saiu muito bem, nota 7.
Diniz, mostrou a todos – sobretudo, os críticos – que estás maduro, centrado, concentrado e que abre mão das suas convicções de jogo, conforme análise de cada partida, fez alterações precisas, nota 9;
Próximos jogos
O Botafogo viaja para pegar o São Paulo numa disputa direta pelo G6, do Brasileiro, pinta de grande jogo.
Já o Vasco recebe o Ceará em São Janu para se afastar definitivamente do Z4 e galgar novos ares, clima no Caldeirão será frenético depois da classificação na Copa do Brasil, mas, equipe precisa virar a chave.
X wildenunes1
Insta wilde.nunes.7
Nenhum comentário:
Postar um comentário