Crônica do Vascaíno Raiz
Hoje, estamos aliviados, seguros e confiantes que o trabalho está sendo bem feito, porém, há um mês atrás a perspectiva era terrível.
Com um ponto, lanterna do Campeonato Brasileiro, praticando um futebol vulnerável, inseguro, sem mobilidade e variações, éramos prezas fáceis, Pedrinho agradeceu à Diniz, e contratou um cara prático, leitura de jogo fácil, fala mansa, simpático e de bom relacionamento com os atletas, seja bem-vindo Renato Portaluppi (Gaúcho).
Vencer Gigantes
Com apenas um ponto, Renato teve uma montanha altamente íngreme e ainda tinha que abater 4 gigantes – Palmeiras, Fluminense, Cruzeiro e Grêmio), todos, certamente, brigarão pelo título e/ou Liberta. Jesus!
Primeiro grande desafio nada mais nada menos que o poderoso Palmeiras, 11 anos sem vencê-los, TOP 2 na América, talvez, só atrás do Flamengo.
O jogo foi um domínio total do Vasco e uma virada espetacular numa chuva torrencial absurda, gramado pesada – mas, não tinha plantações de batatas por baixo – e show de Thiago Mendes, Vascão 2x1 São Janu explodiu de alegria!
Em seguida, veio o poderoso Cruzeiro, oito anos sem vencê-los no Mineirão – um dos favoritos ao título, na teoria – se não fosse a arbitragem e a expulsão justa de Barros, poderíamos ter saído com três pontos.
Mesmo com um a menos e marcações polêmicas da arbitragem como um todo, conseguimos um empate heroico e a queda de Tite.
Depois, vimos um Maracanã abarrotado de vascaínos enlouquecidos, que depois de estarmos perdendo o jogo para o Fluminense 2x0, num jogo que parecia fácil para eles.
Mas, aí veio a transformação, Renato tirou Andrés Gomez, colocou dois atacantes na área (Spinelli e Brenner), Puma, Rojas, Cuiabano e Thiago Mendes acabaram com a partida, virada épica, num rival dos últimos 21 jogos no Maracanã só perdeu três vezes (todas para o Vasco, isso que é freguesia). Apoteose no Maraca, foi lindo demais!
Por fim, pegou um Grêmio sem saber o que é derrota por quatro jogos no Brasileiro, com Luis Castro no comando – um dos técnicos mais bem pagos do país, 2mi reais/mês.
Diferentemente dos outros três jogos, começamos na frente, abrimos 2x0 poderíamos ter feito mais se Andrés Gómez tivesse acertado alguns lances cruciais e dribles fantásticos, rival fez um - numa falta nossa, pra variar - mas controlamos a partida, final 2x1 e mais três pontos para conta de Renato, invencibilidade, 83,3% aproveitamento nos últimos 4 jogos, números que nem G4 tem, performance de time competitivo, casca grossa e vencedor.
Casa Fechada
Ao chegar no Vasco, em todos os jogos, Renato Gaúcho, começa a partida com três volantes – Hugo Moura, Tchê Tchê e Thiago Mendes para proteger e fortalecer o sistema defensivo - sem hesitar, diz que primeiro não quer tomar gols.
Interessante que mesmo com três volantes o Vasco levou gols em todas as últimas partidas, mas, como disse Renato: “quero levar 4 gols e ganhar de 5x4 importante são os três pontos”, o comandante vem acertando.
Dar Moral aos Veteranos
Outro ponto superinteressante desse Vasco de Renato Gaúcho é a valorização de veteranos que estavam em baixa com Fernando Diniz – PH, Hugo Moura, Tchê Tchê e David.
Inicialmente, foi uma mistura de vaias e desconfiança da torcida, depois, com as vitórias, a arquibancada abraçou o esquema, vibra, pulsa e celebra vitórias espetaculares.
Renato replica em todos os jogos uma regra, um mantra: “quando não consegue ir na técnica, vai na raça, disposição, garra, você precisa correr, assim a torcida não vai lhe vaiar, pelo contrário, vai apoiar”.
A Data FIFA, em condições normais, irá deixar esse grupo mais forte, mais bem treinado, mais seguro e confiante.
Já estamos com saudades e contando os dias para quarta-feira, 01.04, onde o Vasco enfrentara o Coritiba, no Couto Pereira, pinta de mais um jogão, porque Seabra também está fazendo um grande trabalho no Coxa.
Se você quer ter emoções, se divertir, curtir um futebol leve, solto, surpreendente, assista ao Vasco jogar, até lá!
Crônica do Vascaíno Raiz
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