Antes de redigir este texto, gostaria de informa-los que nasci vascaíno e morrerei vascaíno. Digo isso, porque fui mal interpretado quando fiz um comentário elogiando o trabalho de Fernando Diniz, técnico do Fluminense, no jogo contra o Grêmio.
Sempre nas minhas crônicas costumo evidenciar a grande equipe do Ajax, com média de idade do time titular 24 anos (conforme textos anteriores).
O vizinho ao lado
No início do ano, antes de começar o Campeonato Carioca, André Rizek, comentarista SporTV, escalou o time do Fluminense do goleiro ao ponta esquerda, e depois, num tom de pilhéria, desdém disse: "Boa sorte Fernando Diniz" (assim como Rizek, todos que viram aquele Fluminense, se assustaram, pois na teoria, o time era horroroso, não para Diniz).
Não precisamos ir à Amsterdã nem conhecer o técnico Erick Ten Hag do Ajax para vermos trabalhos focado na base e com resultados.
Desde os tempos de Audax (interessante que se assemelha à Ajax), Fernando Diniz já mostrava seu apreço em trabalhar com jovens jogadores e com bola no chão (quem da chutão é repreendido ferozmente pelo treinador), com marcação alta, pressão e toque de bola refinado (até o goleiro precisa saber sair jogando com os pés).
Desse time do surpreendente Audax (vice campeão paulista 2016), muitos foram para grandes clubes, destaques para Sidão, Bruno Silva, Thê Thê.
Hoje, no tricolor carioca, F. Diniz não abre mão dos seus conceitos e fundamentos, com coragem e muito treinamento (e percebemos que são intensos e repetitivos), porque ele cobra, na prática, como se falasse: "não é assim que te ensinei".
Fla x Flu
Não estamos na metade do ano, mas já tivemos vários Fla x Flu's, todos muito disputados, mesmo sem recursos, jogadores modestos (longe das estrelas do rival), vimos uma equipe ferrenha, corajosa, determinada e se não fosse a falha do seu goleiro, no último jogo, teria eliminado o "poderoso" Flamengo.
Cruzeiro x Flu
Mas, foi neste último jogo, contra a Raposa, no Mineirão que percebemos quão competente, audacioso e inteligente é o Diniz.
Os jovens Brenner e João Pedro eram destaques na equipe titular (este último com apenas 17 anos), até aí, tudo normal, sobretudo, para F. Diniz.
Genial, espetacular
Quando o Cruzeiro fez 2x1, F. Diniz vendo que precisava de algo mais, para conseguir pelo menos o empate contra o fortíssimo rival (de grandes e experientes jogadores como: Fábio, Dedé, Léo, Thiago Neves, Robinho, entre outros). Ele tirou os 2 zagueiros e colocou mais 2 jovens atletas (Mascarenhas 20 anos e Miguel 16 anos, apenas)
E, diferentemente, de todos os demais técnicos, sem alçar bolas na área, continuou de pé em pé, até a brilhante bicicleta do jovem João Pedro.
Se fosse Guardiola, Mourinho, Klopp, seria manchete internacional, mas é apenas o mortal F. Diniz.
Fluminense está na zona de rebaixamento, amanhã ou depois, pode demitir seu treinador, mas não mudo nada referente o belo trabalho e estratégias do F. Diniz.
Sonho de torcedor
Imagino e sonho sempre em vê meu Vasco com esta postura, trabalhada por um treinador nestes moldes.
Uma equipe corajosa, jovem, com alguns jogadores experientes, marcação alta, pressão, bola de pé em pé, como rege o futebol moderno (Liverpool, Ajax, Barcelona, entre outros), futebol mudou, essa coisa de dar chutão e devolver a bola para o adversário é coisa do passado (até o chutão precisa ser treinado, buscando um jogador que precisamente, já foi treinado para essa jogada).
Saudações.
De: Wilde Batista Nunes
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